06/01/2012

Ballet de repertório II - O Lago dos cisnes

Olá pessoal, retornando a matéria sobre os ballets de repertório hoje vamos saber mais sobre o ballet "O Lago dos cisnes". É um ballet pouco dançado, é dramático, exige muita técnica, expressão, sincronia, harmonia, na minha visão é um ballet difícil de ser montado, pois exige demais da escola, grupo, e das bailarinas. Infelizmente nunca dancei, a minha mestra montou apenas uma vez e eu ainda era criancinha, mais nunca me esqueci dos repertórios, principalmente a parte do pas de quatre e da coda, essas partes é uma das que eu mais gosto de ver, a música que eu nunca esqueci e a sincronia das bailarinas, abaixo da matéria colocarei alguns vídeos pequenos pra vocês admirarem também. Chega de conversa e vamos a matéria..

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Ballet de repertório II - O Lago dos cisnes

Música: Tchaikovsky
Coreografia: Marius Petipa (1° e 2°ato) e Lev Ivanov (3º e 4º ato)
Estréia: 1895 em São Petersburgo, Rússia


O Lago dos Cisnes é um balé em 4 atos, um dos mais populares e um verdadeiro conto de fadas. Existe a princesa, o príncipe, o bruxo, encontros, desencontros e um final feliz, onde o bem triunfa sobre o mal.
Sua primeira apresentação foi em Moscou em 1877, com coreografia de Julius Reisinger; um verdadeiro fracasso, não só pela coreografia pobre como também pela atuação da bailarina.
Sua segunda versão que permanece até hoje, teve a coreografia do 1° e 3° atos de Marius Petipa e do 2° e 4° de Lev Ivanov. Os de Petipa são vigorosos e técnicos, enquanto os de Ivanov são extremamente poéticos.


História

Príncipe Siegfried está completando 21 anos, e a Rainha-Mãe decidiu que ele deveria escolher uma noiva no baile de seu aniversário. Indiferente ao amor e às responsabilidades, ele comemora o aniversário com os amigos, e à noite, resolve sair para caçar. Ao se aproximar de um lago repleto de cisnes, o príncipe se prepara para atirar quando os cisnes se transformam em jovens princesas. Odete, a Rainha dos Cisnes, dança com Siegfried e lhe conta que ela e as outras princesas são vítimas do feiticeiro Rothbart, que as condenou a viver como cisnes durante o dia, só voltando à sua forma normal da meia-noite à aurora. Segundo ela, o encanto só se quebrará quando um jovem de coração puro lhe jurar fidelidade. O príncipe declara seu amor e convida-a para o baile do dia seguinte, onde quebrará o encantamento, escolhendo-a para ser sua noiva.


No baile, a Rainha-Mãe lhe apresenta seis princesas, mas ele se mostra indiferente a elas, esperando ansiosamente por Odete. Muitas danças são apresentadas enquanto o baile transcorre, até que um nobre chega com estrondo, que na verdade é Rothbart disfarçado com sua filha, Odile, metamorfoseada em Odete. Siegfried dança com ela pensando ser sua amada, enquanto Odete, ainda em forma de cisne, tenta inutilmente chamar a atenção dele nas janelas do palácio. O príncipe anuncia que já fez sua escolha, e só então percebe que ainda não era meia-noite e aquela não poderia ser Odete, mas era tarde demais, já havia dado sua palavra. Desesperado, Siegfried corre para o Lago, onde encontra Odete junto às amigas. Os amantes se jogam no lago, e nesse momento, a magia é quebrada e o reino de Rothbart desmorona, matando-o.


Antes de 1895, esse ballet já havia sido estreado com outra coreografia, de Julius Reisinger, em 1877. Foi um fracasso, pois a corografia deixava a desejar, assim como a atuação da primeira bailarina, Pelágia Karpakova. Por ser protegida, Karpakova podia fazer o que bem quisesse, inclusive modificar as partituras e inserir solos seus no ballet já montado. O resultado de tantas interferências foi um ballet sem seqüência ou sequer identidade, e conseqüentemente fracassado. A versão de 1895 possui coreografia de Lev Ivanov e Marius Petipa, este último tendo migrado para a Rússia fugindo do Mercantilismo e da desvalorização da arte na Europa Ocidental. Chegando na Rússia, Lev Ivanov se tornou seu assistente, mais tarde coreografando diversos Ballets que levam sua assinatura. São marcas do Lago dos Cisnes a trama totalmente irreal, construída na época do Romantismo/Realismo. A coreografia do 1º e do 3º ato, de Petipa, é extremamente vigorosa e técnica, enquanto os 2º e o 4º atos, de Ivanov, são extremamente poéticos, e por causa dessa poesia e do casamento perfeito entre coreografia e música considera-se que o aprendiz superou o mestre.

Resumindo em atos:


Ato I

No castelo realiza-se com toda a pompa o aniversário do príncipe Siegfried. A rainha oferece ao filho como presente uma balestra e pede-lhe que, no dia seguinte, escolha uma esposa entre as convidadas da festa. Quando os convidados saem do castelo, um grupo de cisnes brancos passa perto do local. Enfeitiçado pela beleza das aves, o príncipe decide caçá-las.


Ato II

O lago do bosque e as suas margens pertencem ao reino do mago Rothbart, que domina a princesa Odette e todo o seu séquito sob a forma de uma ave de rapina. Rothbart transformou Odette e as suas donzelas em cisnes, e só à noite lhes permite recuperarem a aparência humana. A princesa só poderá ser libertada por um homem que ame apenas a ela. Siegfried, louco de paixão pela princesa das cisnes, jura que será ele a quebrar o feitiço do mago.


Ato III

Na corte da Rainha aparece um nobre cavalheiro e sua filha. O príncipe julga reconhecer que a filha do nobre cavalheiro é a sua amada Odette, mas na realidade por baixo das figuras do nobre cavalheiro e a sua filha escondem-se o mago Rothbart e a feiticeira Odile. A dança com o cisne negro decide a sorte do príncipe e da sua amada Odette: enfeitiçado por Odile, Siegfried proclama que escolheu Odile como sua bela futura esposa, quebrando assim o juramento feito a Odette.


Ato IV

Os cisnes brancos tentam em vão consolar a sua princesa. Mas Odette destroçada pela decisão do príncipe, aceita a sua má sorte. Nesse momento surge o príncipe Siegfried que explica à donzela como o mago Rothbart e a feiticeira Odile o enganaram. Odette perdoa o príncipe e os dois renovam os votos de amor um pelo o outro. O mago Rothbart, impotente contra esse amor, decide se vingar dos dois e então inunda as margens do lago, Odette e as suas donzelas logo se transformam em cisnes novamente e o príncipe Siegfried, tomado pelo desespero, se afoga nas profundas e turbulentas águas do lago dos cisnes. O príncipe não sobrevive, e Odette com a dor que sente em perder o amado, morre. Uma trágica morte de amor.

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Tentei resumir a matéria pra não deixar maior ainda..mais tudo o que tem ai é o essencial! Assisti aqui em casa ao dvd que tenho e não pude deixar de perceber que é um ballet grande, dramático, triste, mais ao mesmo tempo mesmo por não ser alegre como don quixote, o drama da historia prende você a assistir, e não, não cansa. Tem uns ballets que são cansativos, mais isso vai de opinião pra opinião e gosto pessoal. É difícil e entendo por que é dificil montar este ballet, basta assisti um pouquinho, ele vai muito alem da técnica, dançar sorrindo em uma historia feliz é muito mais fácil do que em historias assim, além disso há muitas piruetas,atittudes (atití), arabesques, developês, é um show de técnica viu..tem que ter muita segurança pra montar este ballet, pra sair limpo e bonito. 

Separei alguns vídeos das partes que mais gosto, deem uma olhada para sentir o que é este ballet e do que estou falando: 


1 - Pas de quatre - ( Vídeo das quatro bailarinas) - Esse que eu disse no começo da matéria.. que sincronia! Nunca esqueci esse repertório..acho fantástico, adoro vê-las dançar! Imagine eu criança..ficava de boca aberta vendo  elas fazendo igualzinho.












2 - Parte da Coda - Lembranças também da minha infância no ballet.. me perguntava como elas conseguiam passar tanto tempo dando esse pulinhos em arabesque, tadinha, isso não é nada em relação aos fouetés que peno hoje!!rsrs.A sincronia do final é  perfeita também..









3 - Pas de deux - Svetlana Zakharova como cisne negro, uma das minhas partes preferidas também..

















 4 - Agora esse vídeo, na primeira vez que eu vi.. pensei: ''não é possível''..mais se tá no vídeo é porque é possível sim.. Q Q ISSO viu?? Só podiam ser os chineses mesmo..e não, não faz meu tipo nenhum pouco, mais é de impressionar!
















Bom pessoal, chega por hoje.. no final das contas acho que a matéria ficou um pouco grandinha, muita coisa legal pra falar por aqui.. o próximo ballet da matéria seguinte ainda estou pensando, mais com essa enorme de hoje.. acho que vocês vão ficar um tempinho absorvendo a de hoje. Tenham todos um bom final de semana, 

beijosss..
Talita

05/01/2012

O ERRO!

Olá gente, como vão? Estava olhando os feeds do facebook e eu achei uma foto interessante pra se comentar. Tirei do facebook "Humor do Ballet" , e vejo isso brutalmente em meninas que usam ponta, prestem atenção:



                                  Quero que descubram o erro desta foto!



Erro 1 (o mais importante) : Nesta foto a bailarina está pisando no dedinho, colocando o seu peso todo para o mesmo! Não faça issoo..o peso é no dedão! Tem haver com física.. rsrs..a pressão e força do seu corpo no dedinho não dá, o peso deve estar no dedo de apoio..no dedão! Viu né?? Não façam isso meninas, meninos.. vai muito além de uma questão de olhar e estar bonito.

Erro 2: Me incomoda muitooo você estar fazendo ballet clássico, ainda mais de pontas nos pés com meia preta! Peloamorr de dadá.. gente, não bonito, entendam, não combina. Meia branca..cor da pele..rosa, pronto, perfeito, rosa ! Eu não sou muito fã para ensaiar e ir fazer aula, exceto quando temos ensaios em quadras, ou a aula é de jazz, ou eu nao tenho realmente nenhuma meia limpa..caso contrário, meia rosa..ok?? E fala sério, uma bailarina com meia rosa e sapatilha de ponta rosa é muito mas bonito de se ver, garante a linha de qualquer bailarina..fora que muitas pessoas não entendem o por que que não deixo e não se usa meia preta. Porque a aula é de ballet clássico e porque a meia preta não te deixa ter a visão dos músculos da perna da aluna, a rosa te da visibilidade. 

Erro 3: Eu não tinha percebido pela foto, mais nos comentários as pessoas perceberam que o nó da sapatilha esta para fora do pé! Devo confessar que passei anos amarrando atrás, até descobrir que o certo é do lado de dentro  do pé, no calcanhar mais do lado de dentro, o espaço é melhor de amarrar, e é muito melhor pois não sai, e se sai fica menos visível. 

Erro 4: O pé de trás está em "en dedans"..já conversamos sobre isto na matéria sobre "O que é en dehors?" é só olhar aqui mesmo no blog!



Se acharem mais um erro me falem.. rsrs mais acho que não deve ter mais! Meninas, quem vê assim até parece que nunca errei, que nunca fui com meia preta, mais depois de um tempo nessa vida, cansamos de ver tais erros, combinações, e as vezes é falta de atenção mesmo! E sim, já errei, não sou a bailarina perfeita, mais o que eu sei estou aqui passando pra vocês e dando uns toques e dicas pra vocês não passarem por isso! rsrsrs! 

Bjuuss..

Talita




Ballet de repertório I - Don Quixote

Amanda Gomes como cupido de Don Quixote
Ah como eu estava ansiosa pra falar deste assunto, pois amooo ballets de repertório..como cada um tem sua historia não vai dar pra eu falar de todos em um só post então vou dividir em etapas. Vou escolher de 8 a 10 ballets pra publicar a historia, fotos etc. Então resolvi começar pelos meus preferidos, mais se vocês gostam de algum em especial e quiser sugerir, eu aceito! Os meus top 5 são: Don Quixote, O Lago dos cisnes, Paquita, O quebra nozes, La Fille Mal Gardée, e..La bayadere..ah sim foram 6, mais é que antes de dançar La bayadere eu não era muito fã, mais eu gostei o repertório dele, vibrante, adorei. Então por favor, considerem.. então, vamos começar a matéria: O que é Ballet de repertório??
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O que é Ballet de repertório??



Ballet de repertório é o tipo de ballet que contém uma história dentro dele, que precisa contar com um número razoável de bailarinos e coreografias para ser executado. É um conjunto de coreografias querendo contar uma história. Tem um conjunto de passos que deve ser seguido, minuciosamente (apesar de às vezes, o coreógrafo fazer adaptações, que devem sempre ser citadas). Os mais conhecidos são O Quebra Nozes, O Lago dos Cisnes, Giselle, Copéllia, Pássaro de Fogo, Esmeralda, Dom Quixote, etc.
Os ballets de repertório contam uma história usando a dança, a música e a mímica. Foram montados e encenados durante o século XIX, e até hoje são remontados com as mesmas músicas e suas coreografias de origem, baseados no estilo da escola que vai apresentá-lo. Seguem tradicionalmente sua criação. No palco se apresentam os grandes bailarinos, o corpo de baiobs.:normalmente as sequencias de passos não podem ser mudados.Exemplo: se a cena 1, tem um adagio, não se pode retirar para colocar um alegro.
São obras montadas antes do século XX que são patrimônio da Humanidade.
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Hoje escolhi para começar a matéria o Ballet de repertório Don Quixote!
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Ballet de repertório I - Don Quixote
Natalia Osipova como Kitri



História 
Na praça do mercado, em Barcelona, Quitéria (Kitri) está sendo forçada por seu pai a aceitar a corte do rico comerciante Gamanche, que deseja se casar com ela.
A moça, apaixonada pelo barbeiro Basílio, reluta insistentemente. Dom Quixote chega à praça e presencia a cena, logo vendo em Quitéria a alucinação de Dulcinéia, a mulher de seus sonhos.

Svetlana Zakharova

D. Quixote desafia Gamanche para um duelo, sendo expulso da cidade. Basílio, por sua vez, desesperado ante a perspectiva do casamento de Kitri com Gamanche, finge estar se suicidando, e pede ao pai da moça que lhe satisfaça um último desejo, concedendo-lhe a mão de Quitéria em casamento. O pai cede, e para o seu espanto, Basílio se levanta radiante de saúde e felicidade, para abraçar a amada.
D. Quixote, expulso da cidade, acampa à beira dos moinhos, onde encontra o rei dos ciganos, que organiza uma festa para ele. O velho bebe demais e acaba vítima de suas fantasias, pois ataca carroças de marionetes e os moinhos de vento, julgando estar em batalha com gigantes inimigos.
Ao final da batalha, o velho dorme, e sonha com os jardins de Dulcinéia, povoados por seres fantásticos. Um duque que passava por ali acorda o fidalgo e convida-o a pousar em seu castelo. Lá, numa festa em homenagem ao cavaleiro, seu amigo Carrasco simula com ele uma batalha, convencendo-o ao final de abandonar as ilusões e voltar a viver na realidade.
Enquanto isso, na praça de Sevilha, o casamento de Quitéria e Basílio é celebrado.

A montagem do ballet
          A mais famosa e duradoura versão deste ballet foi criada pelo coreógrafo Marius Petipa e o compositor Léon Minkus, para o Bolshoi. A estréia ocorreu em 26 de outubro de 1869, tendo como bailarinos principais Wilhelm Vanner (Dom Quixote), Anna Sobeshchanskaya (Kitri), Sergei Sokilov (Basílio), Polina Karpakova (Dulcinéia), Vassily Geltser (Sancho Pança), Leon Espinosa (Harlequin), Dmitri Kuznetsov (Gamache).
    
        Inúmeras foram as tentativas de adaptar a obra literária “Dom Quixote”, de Miguel de Cervantes, para o ballet, no entanto a primeira a prosperar, obtendo estrondoso sucesso foi a de Marius Petipa, para o ballet Bolshoi, em 1869.
    
       A adaptação de Petipa foi revestida de irreverência, sem grandes preocupações em seguir à risca a obra literária, tomando-a apenas como base para o desenvolvimento de um entusiástico e virtuoso ballet com tema espanhol.
   
        Petipa foi responsável pela coreografia e ainda, pelo libreto do ballet Dom Quixote, colocando como tema central o romance de Kitri e Basílio. Já a música ficou a encargo de Leon Minkus, surgindo apoteótica e ao mesmo tempo sutil em alguns momentos, no entanto, seu trabalho sempre foi criticado, por não conter a beleza e profundidade características da música espanhola, por outro lado, não resta dúvida que foi determinante para  o completo sucesso e popularização deste ballet.
   
Marcus Vinicius e Amanda Gomes - Bolshoi Brasil
       O ballet foi dividido em quatro atos e cinco cenas, sendo inseridas variações de alta exigibilidade técnica e expressiva, capazes de não apenas prender a atenção do público, mas de deixá-lo extasiado, exemplo disso é o grand pas de deux do quarto ato que, por seu virtuosismo, ganhou vida própria, sendo apresentado separadamente sem prejuízo algum.
    
      Baseado no trabalho de Petipa diversas outras aclamadas versões foram produzidas, com algumas variações, que são naturais, de acordo com seu autor.
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Ai vai uma pequena mostra, o solo Kitri, parte característica do ballet com a Bailarina Svetlana Zakharova (dizem ser a melhor do mundo), maravilhosa..

Eu particularmente amo este ballet, ele é gracioso, impactante , tem vibração, é alegre, e os repertórios são lindos, amo repertórios assim, mais vibrantes! Eu dancei a primeira vez quando eu tinha 11 anos, foi no ano em que eu entrei na ponta, fui um dos cupidos da parte do clássico. E espero até hoje a oportunidade de dançar uma segunda vez..estou convencendo a mestra Ritinha pra que ela monte este ano! Rsrs.Espero que tenham gostado, e vocês, qual o ballet que mais gostam? Deixe seu comentário!
O próximo será sobre "O Lago dos cisnes" lindo,simplesmente..meu sonho dançar! Então aguardem até amanhã viu!
Bjoks,
Talita







04/01/2012

A História do Ballet

Boa tardee! Hoje falaremos sobre a história do ballet..não é muito difícil achar bailarinas que não sabem da história dessa arte, esporte que tanto amam. Então prestem atenção, leiam e quando alguém perguntar..vocês saberão responder! ;)  Vejam só..


História do Ballet

Balé (do francês Ballet) é o nome dado a um estilo de dança que se originou nas cortes da Itália renascentista durante o século XV, e que se desenvolveu ainda mais na InglaterraRússia e França como uma forma de dança de concerto. As primeiras apresentações diante da plateia eram feitas com o público sentado em camadas ou galerias, disposto em três lados da pista de dança. Elas são realizadas principalmente com o acompanhamento de música clássica.

O ballet surgiu no século XV, durante a Renascença, nas cortes italianas, embora o seu desenvolvimento tenha sido maior nas cortes francesas, no século XVII, durante o reinado de Luís XIV, fato que refletiu diretamente no vocabulário do balé. Apesar das grandes reformas de Noverre no século XVIII, o balé entrou em declínio na França depois de 1830. Entretanto ele continuou a ser aperfeiçoado na Dinamarca, Itália e Rússia.
Às vésperas da Primeira Guerra Mundial este gênero de dança foi reintroduzido na Europa Ocidental por uma empresa russa: a Ballets Russes de Sergei Diaghilev, que veio a ser influente em todo o mundo. A companhia de Diaghilev se tornou o destino de muitos dos bailarinos russos treinados que fugiam da fome e da agitação que se seguiu à revolução bolchevique. Estes bailarinos trouxeram muitas das inovações coreográficas e estilísticas que tinha florescido com os czares de volta ao seu lugar de origem.
No século XX, o ballet continuou a se desenvolver e teve uma forte influência sobre a dança de concerto. Por exemplo, nos Estados Unidos, o coreógrafo George Balanchine desenvolveu o que hoje é conhecido como balé neoclássico. Os desenvolvimentos posteriores mais conhecidos incluem balé contemporâneo e balé pós-estrutural, visto no trabalho de William Forsythe, na Alemanha.

A conotação “clássico” do Ballet Clássico, ou Dança Clássica, surgiu numa época em que o ballet desenvolvido na Rússia  e na Itália buscavam se superar na complexidade de suas técnicas, exigindo o máximo de seus bailarinos e bailarinas em suas performances. Isto propiciou uma grande evolução nesta arte. Um exemplo deste aprimoramento são os 32 fouettés da bailarina Pierina Legnani em 'O Lago dos Cisnes'.


Esses ballets também se preocupavam em contar histórias que se transformaram basicamente em contos de fadas. Nestes Ballets procura-se sempre incorporar seqüências complicadas de passos, giros e movimentos que se adaptem com a história e façam um conjunto perfeito. No Ballet Clássico a roupa mais comumente usada eram os tutus pratos, aquelas sainhas finas de tule, marca característica da bailarina, pois permitiam que as pernas da bailarina fossem vistas e assim ficasse mais fácil verificar se os passos estavam sendo executados corretamente. Como exemplos de Ballets Clássicos temos o já citado 'O Lago dos Cisnes' e 'A Bela Adormecida'.

As primeiras sapatilhas de balé tinham as pontas terrivelmente pesadas para permitir que a bailarina ficasse na ponta dos pés facilmente e aparentasse leveza. Mais tarde ela foi convertida na atual constituição, onde uma “caixa” abriga a ponta dos pés da bailarina e lhe dá suporte para manter o equilíbrio.

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E ai, o que acharam? resolvi deixar o post menor, mais creio ai tenha as informações mais importantes e curiosas. No próximo post falarei sobre o que é ballet de repertório, muita gente ouve falar, dança mais não sabe o que é..então mais uma vez vamos esclarecer , o que é, quais são.. a historia dos mais dançados, vai ser bem legal. Se der, atualizo amanhã! E ah, se quiserem saber mais sobre a historia do ballet, pesquisem, tem livros ótimos também que falam sobre, um outro dia indicarei livros muito bons sobre ballet!
Bjitos,

Talita

02/01/2012

O que é en dehors??

Uma das coisas que preocupam um estudante de Ballet em seu caminho para melhorar sua técnica e suas habilidades, sem dúvida é o en dehors. A preocupação é justificada: o en dehors comanda os movimentos no Ballet, sem falar que não é muito bonito ver um bailarino não fechar uma quinta direito. No entanto, antes de ficarem desesperados, saibam que um en dehors de 180 graus não é necessário para se fazer Ballet. E mais: ter um en dehors escandaloso não é suficiente para se criar um bailarino. É muito mais bonito ver alguém com en dehors razoável, mas que executa os passos de forma limpa e tem expressividade do que alguém com en dehors digno do Bolshoi, mas que é incapaz de esticar os pés, não termina os movimentos direito ou dança com cara de parede.


pernas em en dehors: perna de base, e a perna trabalhada,
joelhos para fora. 

 
Em qualquer parte do mundo, em qualquer companhia ou escola de ballet clássico desejo de TODO bailarino chama-se trabalho de en dehors, ou trabalhar a rotação externa das pernas. Traduzido do francês, en dehors significa fora, e seu oposto en dedans significa dentro.

(Abrasileirado falamos: “andêó” e “andedans”)

1- primeira posição 2- pliê  3- demi-pliê
características do en dehors:
1) O grau de rotação externa na articulação femoral é determinado primeiramente pela estrutura óssea, e depois pelas características dos ligamentos articulares. O en dehors normal do ser humano é de 40 a 50 graus em cada uma das articulações femorais, o que soma um ângulo de 80 a 100 graus. Nos pés de um bailarino na 1ª posição, chega a atingir 180º.

2) As características femorais responsáveis pela maior ou menor amplitude deste movimento são o tamanho do colo do fêmur, o tamanho entre o colo e o corpo e o tamanho do ângulo de anteversão (a inclinação do quadril para a frente).

3) Existem muitas considerações sobre a anteversão femoral e o que quase todas elas dizem é que as alterações na angulação ocorrem desde o nascimento até os oito anos, estando o processo praticamente completo aos 10 anos e completamente definido aos 16. Isso quer dizer que o en dehors não pode ser significativamente alterado entre os 8 e 10 anos, mas que alguma melhora pode ser obtida pelo alongamento de estruturas articulares, às custas de microscópicas rupturas das fibras dos ligamentos articulares que não são elásticas. O que notamos com a prática do ballet, porém, é que muitas vezes se consegue uma melhora do grau do en dehors através do fortalecimento progressivo da musculatura responsável.

4) Durante muitos anos, se acreditava que o glúteo fosse o músculo responsável pelo en dehors. Isso gerou deformações no traçado da coluna vertebral, glúteos volumosos, coxas e quadris grandes e tensos. Ao observarmos fotos de bailarinas do passado, podemos notar que elas possuíam coxas grossas e nádegas avantajadas. Depois, aprendeu-se que seis pares de músculos localizados na quadril (os pelvitrocanterianos) são, na verdade, os responsáveis pelo en dehors.

5) Essa descoberta trouxe aos bailarinos um novo problema - como não é o glúteo que faz o en dehors, para que apertá-lo? Rodam-se as coxas para fora e pronto! Atenção! Isso gera hipertonia muscular principalmente no quadríceps (músculos da frente da coxa) e na região lombar, perda de elasticidade nos músculos hipertônicos e falta de tonicidade nos adutores. Ou seja, o bailarino passou a ter as musculaturas de fora da perna rígidas e as de dentro da coxa flácidas.

Agora vamos entender e rever como esta postura foi " criada" :
En derohs

No século XVII, o centro de expansão do ballet deslocou-se da Itália para a França, e foi no reinado de Luís XIV que grandes mudanças ocorreram, impondo novas características técnicas.Lulli, um dos bailarinos e músicos italianos trazidos para a França, tornou-se diretor da Academia Real de Música e Dança e conseguiu que em 1673 os ballets fossem apresentados no Palais Royal. Com o fato de ser encenado num palco elevado, com os espectadores situados todos na mesma face (diferente dos espaços cênicos anteriores em forma de arena), surgiu a necessidade de que os bailarinos estivessem sempre de frente para o público, mesmo quando se deslocavam de um lado para outro, pois as rígidas regras de etiqueta da época impediam que eles dessem as costas ou mesmo ficassem de lado para a nobre platéia. A solução para isso foi a rotação externa dos quadris, com os joelhos e a ponta dos pés sempre virados para fora.







Tentei fazer um vídeo explicando alguns movimentos no en derohs, mais saiu de cabeça pra baixo não consigo virar nem editar o vídeo..então dei um jeito de explicar um pouquinho por fotos: 

1ª foto: Joelhos em en dedans - para dentro
2ª foto: primeira posição, calcanhar ,panturrilha, coxa unidos. Joelhos em en derohs - para fora, 180°graus.
3ªfoto: perna de base errada (perna de base = perna que sustenta o corpo,apoia), a perna de base está em en dedans, as duas devem estar em en derohs.
4ªfoto: a perna de base está certa, mais a perna trabalha está com o joelho apontando para frente = en dedans.
5ª foto: pernas certas, as duas em en dehors.
6ªfoto: joelhos em en deros -para fora = certo!

Espero que tenham gostado, é uma matéria muito importante meesmooo!! Se você não sabia, ou ainda não tinha se ligado muito agora é a hora de consertar os vícios e colocar em pratica o certo! Comentem, perguntem, deem sugestões pois sei que não estou falando com as paredes viu, falar nisso obrigada pelas visitas hoje o blog faz 5 dias e já tive 100 visitas..hihihi..voltem sempre! bjos,

Talita